Introdução

“…A intervenção humanitária em situações de catástrofe exige uma profissionalização urgente norteada por formação específica, de forma a colmatar a eventual falta de conhecimentos dos profissionais envolvidos. Em Portugal esta não constitui ainda uma área concreta de atividade profissional, o que se reflete em recursos humanos pouco experientes e provisórios, realidade que requer alteração, através da criação de obras de referência associadas à possibilidade de formação específica na área…”
SOUSA, Sílvia João Machado - Intervenção humanitária em situações de catástrofe. Lisboa: ISCTE, 2007. www:<http://hdl.handle.net/10071/1339>.

A resposta de qualquer organização numa situação de crise ou catástrofe é uma das tarefas difíceis. Requer conhecimentos específicos e uma capacidade de organizar adequada à situação de desastre em si, proporcionada num ambiente hostil e na maior parte das vezes sem recursos adequados. Na sua maioria os problemas e as dificuldades encontradas nesta resposta a uma Crise são devidos a uma insuficiente preparação, treino e organização de todo o profissional envolvido aliado, por vezes, a um desconhecimento dos protocolos e procedimentos das suas organizações e dos outros agentes envolvidos.
Assim, uma preparação apropriada e treino em todos os aspectos da Medicina de Catástrofe são essenciais para todo o pessoal-chave e todos os atores envolvidos na resposta multidisciplinar a uma situação de Crise. Este curso de Gestão de Crise nasce desta necessidade de formação e envolve autoridades académicas em associação com profissionais qualificados.

Data de realização do curso

02 a 05 de Julho de 2013

Áreas de conhecimento

  • Enfermagem
  • Medicina

Estrutura curricular

  • Teoria Moderna da Gestão de Crises: os novos reptos.
  • As Novas Ameaças na Sociedade do Século XXI.
  • Teoria Organizativa da preparação e alerta perante Emergências.
  • Gestão do CAOS.
  • Organização de Comando de Incidente (ICS).
  • Enfrentando a Crise: procedimentos gerais de atuação.
  • Abordagem em situações de catástrofes e Abordagem Forense.
  • Equipas de Gestão de Crise.
  • Projeção de meios no terreno.
  • Abordagem sistematizada da vítima de Trauma.
  • Sectorização e comandos de zona.
  • Triagem multivítimas.
  • Atuação perante riscos Nucleares, Radiológicos, Biológicos e Químicos.
  • Gestão de acampamento.
  • Cartografia.
  • Sobrevivência.

Documentação necessária de candidatura

Curriculum Vitae em modelo Europass (Consulte os documentos de suporte);
Fotocópia do Certificado de Habilitações;
Preenchimento do boletim de candidatura (Consulte os documentos de suporte);
Fotocópia do Bilhete de Identidade, Cartão de Contribuinte ou do Cartão de Cidadão;
Cheque ou comprovativo de transferência para o NIB 0033.0000.00048634338.29, no valor da candidatura.

Observações

OBTENÇÃO DE DIPLOMA DE CURSO
Para obtenção do diploma é obrigatória a presença a todo o curso, não são permitidas faltas.
Diploma Certificado pelo IPSN.

Informação e contactos

CESPU - Formação
Rua Central de Gandra, 1317
4585-116 Gandra - Paredes
Tel. 224 157 174/06
info@formacao.cespu.pt
www.cespu.pt

Coordenação científica

Coordenação pedagógica

Objetivos

Objetivos Intermédios
Induzir capacidades nos formandos para que sejam capaz de organizar, planificar e executar uma correta abordagem e gestão de uma situação de crise e catástrofes.

Objetivos Específicos:

1. Team Building
Desenvolver competências, conhecimentos e capacidades de liderança nos diferentes níveis da liderança organizacional (Individual, Grupal e Estratégico) e trabalhar a Resiliência individual e da organização.
Os pontos trabalhados são: controle dos impulsos, otimismo, análise do ambiente, empatia, autoeficácia, solidariedade, gestão do Tempo, espírito de coesão e de equipa, adesão à cultura corporativa, desenvolvimento de competências comunicacionais, processo de decisão, dinâmica de grupo e das organizações, modelo de liderança centrado na ação, negociação e gestão de conflitos, motivação e desenvolvimento de equipas.

2. Desenvolvimento Pessoal

  • Abordagem ao mundo das emoções;
  • Ansiedade Stress e Burnout;
  • A Relação de ajuda (A Relação com o próprio, o outro).

3. Operacionais:
No final da formação os formandos deverão ser capazes de:
  • Conhecer os novos conceitos de gestão de crise e as novas ameaças da sociedade moderna;
  • Desenvolver novos desafios necessários para a redução da vulnerabilidade da população civil;
  • Proceder à planificação e atuação nas situações de grande emergência;
  • Gerenciar cenários de crise
  • Proceder com conhecimentos básicos a abordagem de situações de grande calamidade;
  • Conhecer o modo de atuação em ambientes tóxicos, com procedimentos de proteção tipo NRBQ;
  • Saber organizar-se e organizar equipas em situações difíceis;
  • Saber sectorizar uma zona de crise;
  • Saber organizar um Gabinete de Crise (técnicas de comando, montagem e funcionamento de um posto de comando, montagem e funcionamento de um posto médico avançado (PMA), montagem e funcionamento de uma unidade de NRBQ, ativar um parque de ambulâncias, entre outros);
  • Desenvolver conhecimentos em triagem multi-vitimas;
  • Desenvolver conhecimentos básicos de evacuações prioritárias;
  • Reconhecer as dificuldades de coordenação em momentos difíceis;
  • Saber realizar levantamentos, rolamentos e mobilização de vítimas politraumatizadas;
  • Saber criar segurança para si próprio e para a equipa;
  • Desenvolver simulacros de aproximação a cenários reais;
  • Desenvolver competências de organização e gestão de equipas;
  • Ter noções de resgate de vítimas em situações especiais
  • Montar uma rede de comunicações
  • Organizar um acampamento
  • Desenvolver habilidades logísticas
  • Reabilitar estruturas em desastres
  • Aplicando técnicas de distribuição de água
  • Criar saneamento Básicos
  • Saber técnicas de sobrevivência
  • Saber orientar-se por cartas topográficas

Resumo

“…A intervenção humanitária em situações de catástrofe exige uma profissionalização urgente norteada por formação específica, de forma a colmatar a eventual falta de conhecimentos dos profissionais envolvidos. Em Portugal esta não constitui ainda uma área concreta de atividade profissional, o que se reflete em recursos humanos pouco experientes e provisórios, realidade que requer alteração, através da criação de obras de referência associadas à possibilidade de formação específica na área…”

Metodologia

O curso desenvolve-se em aulas teóricas, mas essencialmente em situações práticas. Utiliza-se fundamentalmente o método ativo “learning by doing” com recurso à técnica de resolução de cenários práticos e casos clínicos, implementação de um acampamento e projeção de estruturas eventuais no terreno.
Os formandos serão divididos em grupos e evoluirão por tarefas inerentes às situações simuladas recriadas no terreno.

Destinatários

Médicos, Enfermeiros, Técnicos gestores de recursos, Bombeiros, Membros da Protecção Civil, Forças de Segurança Pública, e em geral Profissionais ou voluntários envolvidos no suporte logístico a situações de catástrofe.

Candidatura e selecção

Ordem de Inscrição.

Nº de vagas para o curso

30

Carga horária

80 Horas

Unidades de crédito do curso

5

Critérios de aprovação

Para obter a credenciação do curso, a assiduidade no curso é obrigatória e cada formando deverá obter 75% de aptidão no diagnóstico de competências teórico e 100% no diagnóstico de competências prático, com possibilidade de uma única repetição. Serão referenciados para potenciais formadores do Curso de Gestão de Crise os formandos com melhor performance teórico-prática no curso.

Duração e regime

Os Cursos decorrerão em 4 dias consecutivos.

Cronograma

PROVISÓRIO
02 a 05 de Julho de 2013
As datas, acima mencionadas, poderão sofrer alterações por parte da Coordenação Pedagógica, sendo comunicado atempadamente.

Corpo docente

Filomena Correia, Dra.

Licenciada, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, especialista em Saúde Pública e Mestre em Medicina de Catástrofe.
Instrutora dos cursos de Emergência Trauma e Catástrofe (CETC), Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação Automática Externa (SBV DAE), Trauma e Emergência Pediátrico (PEPP), Trauma e Emergência Geriátrico (GEMS) e International Trauma Life Support (ITLS) Provider, ACCESS. Pediátrico e Militar.

Fernando Gonçalves Fernandes, Enf.

Licenciatura em Enfermagem. Enfermeiro no Serviço de Urgência Geral e VMER do Hospital de Braga; Instrutor Internacional dos cursos: First Aid, CPR e AED, Firs Responder, GEMS, PEPP, AMLS, ITLS, Gestão de Crise e Incident Comand System (ICS); Instrutor Nacional dos cursos: SBV e DAE, AAPCR e CETC.

Edgar Jacinto, Enf.

Enfermeiro do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Médio Tejo – Unidade de Tomar. Curso Pós-licenciatura em Enfermagem Médico-Cirúrgica. Instrutor Internacional dos cursos: First Aid, CPR e AED, First Responder, GEMS, PEPP, ITLS, Gestão de Crise e Incident Comand System (ICS). Instrutor Nacional do Conselho Português de Ressuscitação.

João Sousa, Enf.
Enfermeiro Militar e Serviço de Urgência do Centro Hospitalar de Torres Vedras; Coordenador Geral GTE; Coordenador Cursos ITE; Instrutor Internacional dos cursos: First Aid, CPR e AED, Firs Responder, GEMS, PEPP, PHTLS, ITLS, Gestão de Crise e Incident Comand System (ICS); Instrutor Nacional dos cursos: SBV e DAE, AAPCR, CETC e MIMMS; Consultor Português do Curso AATT Advanced Assessment and Treatement of Trauma, Coordenador das Pos Graduações em Emergência Pré Hospitalar; Gestão de Crises e de Abordagem do Doente Critico em Situações Multi-Vitimas, Formação de Formadores de Trauma Emergência e Catástrofe, Docente Convidado da Pós Graduação de Trauma e Emergência., e da 1ª e 2ª edição do Mestrado em Tecnologia de Diagnóstico e Intervenção Cardiovascular.
Marco Piedade, Enf.

Enfermeiro no Serviço de Urgência Geral e VMER do Hospital de Faro; Instrutor Internacional dos cursos: First Aid, CPR e AED, Firs Responder, GEMS, PEPP, AMLS, ITLS, Gestão de Crise e Incident Comand System (ICS); Instrutor Nacional dos cursos: SBV e DAE, AAPCR e CETC.